Mostrando postagens com marcador AEE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AEE. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de março de 2013

O trabalho pedagógico e o autismo: sugestões de atividades


O trabalho pedagógico com pessoas portadoras de Transtorno Global do Desenvolvimento – espectro autista

SITES COM SUGESTÕES DE ATIVIDADES PEDAGÓGICAS  - ponto de partida para a criação e  busca por caminhos mais seguros.
  1.  Lembrando que não são receitas, pois cada indivíduo, autista ou não, possui a sua especificidade; 
  2. Há que se realizar um diagnóstico pedagógico para fins de detectar habilidades e conhecimentos já adquiridos, bem como, o grau de autonomia em cada uma delas; 
  3. Manter diálogo constante, investigativo e atitudinal, com as pessoas que interagem com a pessoa portadora do transtorno do desenvolvimento global – autismo (responsáveis, terapeutas, etc); 
  4. Reservar horário específico dentro do planejamento pedagógico para a realização do diagnóstico pedagógico, bem como, para as conversas com os responsáveis, médicos e terapeutas ao menos 01 (uma) no bimestre. 
  5. Estabelecer contato contínuo com o professor Agente de Ensino Especial – Sala de Recursos para, juntos, elencarem e elaborarem atividades pedagógicas que atendam as necessidades do educando; 
  6. Pesquisar sobre o assunto e manter-se atualizado. 
  7. Ter boa vontade; 
  8. Não se desesperar, nem enlouquecer;
  9. Ter boas inspirações sempre!

SITES INFORMATIVOS sugestão para início no campo da pesquisa e atualização.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Deficiência Intelectual e Aprendizagem

Conhecendo a Deficiência Intelectual

É a limitação em pelo menos duas das seguintes habilidades: comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho.

O termo substituiu "deficiência mental" em 2004, por recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU), para evitar confusões com "doença mental", que é um estado patológico de pessoas que têm o intelecto igual da média, mas que, por algum problema, acabam temporariamente sem usá-lo em sua capacidade plena. As causas variam e são complexas, englobando fatores genéticos, como a síndrome de Down, e ambientais, como os decorrentes de infecções e uso de drogas na gravidez, dificuldades no parto, prematuridade, meningite e traumas cranianos.

Os Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGDs), como o autismo, também costumam causar limitações. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 5% da população mundial tem alguma deficiência intelectual.

Capacidade Comunicativa e Déficit Intelectual

Outra característica da deficiência intelectual que pode comprometer o aprendizado é a dificuldade de comunicação. A inclusão de músicas, brincadeiras orais, leituras com entonação apropriada, poemas e parlendas ajuda a desenvolver a oralidade. "Parcerias com fonoaudiólogos devem ser sempre buscadas, mas a sala de aula contribui bastante porque, além de verbalizar, eles se motivam ao ver os colegas tentando o mesmo", explica Anna, da Unesp. 

A falta de compreensão da função da escrita como representação da linguagem é outra característica comum que pode comprometer o processo de desenvolvimento e aprendizagem da leitura, escrita, lógica matemática, científica e social.

A imaturidade do sistema neurológico pede estratégias que servem para o aprendente desenvolver a capacidade de relacionar o falado com o escrito. Para ajudar, o professor deve enaltecer o uso social da língua e usar ilustrações e fichas de leitura. O objetivo delas é acostumar o estudante a relacionar imagens com textos. A elaboração de relatórios sobre o que está sendo feito também ajuda nas etapas avançadas da alfabetização.

É preciso estimular a interação

Essa limitação, muitas vezes, camufla a verdadeira causa do problema: a falta de interação. Nos alunos com autismo, por exemplo, a comunicação é rara por falta de interação. É o convívio com os colegas que trará o desenvolvimento do estudante. Para integrá-lo, as dicas são dar o espaço de que ele precisa mantendo sempre um canal aberto para que busque o educador e os colegas.

Para a professora Sumaia Ferreira, da EM José de Calazans, em Belo Horizonte, esse canal com Vinicius Sander, aluno com autismo do 2º ano do Ensino Fundamental, foi feito pela música. O garoto falava poucas palavras e não se aproximava dos demais. Sumaia percebeu que o menino insistia em brincar com as capas de DVDs da sala e com um toca-CD, colocando músicas aleatoriamente. Aos poucos, viu que poderia unir o útil ao agradável, já que essas atividades aproximavam o menino voluntariamente. Como ele passou a se mostrar satisfeito quando os colegas aceitavam bem a música que escolheu, ela flexibilizou o uso do aparelho e passou a incluir músicas relacionadas ao conteúdo. "Vi que ele tem uma memória muito boa e o vocabulário dele cresceu bastante. Por meio dos sons, enturmamos o Vinicius."

BIBLIOGRAFIA
Leitura e Escrita no Contexto da Diversidade, Ana Cláudia Lodi. Ed. Mediação.

(Texto adaptado da Revista Nova Escola, julho/ 2010)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

TGD - Transtorno Global do Desenvolvimento


http://meilycass.wordpress.com/


TGD - Transtorno Global do Desenvolvimento

Uma das maiores dificuldades em lidar com pessoas diagnosticadas com Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), assim como qualquer outra deficiência, seja de ordem física, intelectual ou emocional é o desconhecimento. Conhecer é a forma mais eficaz de  atuação frente a deficiência.

Pensando nisto, diversas pesquisas, notícias e informações serão divulgadas através deste blog como forma de contribuir com pais, responsáveis, demais familiares, amigos, educadores e outros profissionais que lidam com pessoas com necessidades especiais.

Divulgamos agora uma reportagem veiculada na Revista Nova Escola, em abril de 2011, e será a primeira de muitas outras que pretendemos publicar por aqui, nos possibilitando o exercício da  análise, comparação, criticidade e seleção de informações.

Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) são distúrbios nas interações sociais recíprocas que costumam manifestar-se nos primeiros cinco anos de vida. Caracterizam-se pelos padrões de comunicação estereotipados e repetitivos, assim como pelo estreitamento nos interesses e nas atividades.

Os TGD englobam os diferentes transtornos do espectro autista, as psicoses infantis, a Síndrome de Asperger, a Síndrome de Kanner e a Síndrome de Rett.

Com relação à interação social, crianças com TGD apresentam dificuldades em iniciar e manter uma conversa. Algumas evitam o contato visual e demonstram aversão ao toque do outro, mantendo-se isoladas. Podem estabelecer contato por meio de comportamentos não-verbais e, ao brincar, preferem ater-se a objetos no lugar de movimentar-se junto das demais crianças. Ações repetitivas são bastante comuns.

Os Transtornos Globais do Desenvolvimento também causam variações na atenção, na concentração e, eventualmente, na coordenação motora. Mudanças de humor sem causa aparente e acessos de agressividade são comuns em alguns casos. As crianças apresentam seus interesses de maneira diferenciada e podem fixar sua atenção em uma só atividade, como observar determinados objetos, por exemplo.

Com relação à comunicação verbal, essas crianças podem repetir as falas dos outros - fenômeno conhecido como ecolalia - ou, ainda, comunicar-se por meio de gestos ou com uma entonação mecânica, fazendo uso de jargões.

Como lidar com o TGD na escola? 
Crianças com transtornos de desenvolvimento apresentam diferenças e merecem atenção com relação às áreas de interação social, comunicação e comportamento. Na escola, mesmo com tempos diferentes de aprendizagem, esses alunos devem ser incluídos em classes com os pares da mesma faixa etária.

Estabelecer rotinas em grupo e ajudar o aluno a incorporar regras de convívio social são atitudes de extrema importância para garantir o desenvolvimento na escola. Boa parte dessas crianças precisa de ajuda na aprendizagem da autorregulação.

Apresentar as atividades do currículo visualmente é outra ação que ajuda no processo de aprendizagem desses alunos. Faça ajustes nas atividades sempre que necessário e conte com a ajuda do profissional responsável pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE). Também cabe ao professor identificar as potências dos alunos. Invista em ações positivas, estimule a autonomia e faça o possível para conquistar a confiança da criança. Os alunos com TGD costumam procurar pessoas que sirvam como 'porto seguro' e encontrar essas pessoas na escola é fundamental para o desenvolvimento.